A chamada PEC da Blindagem, que pretendia dificultar a atuação de órgãos de investigação e limitar a possibilidade de prisão de parlamentares, foi retirada de pauta após enfrentar forte resistência no Congresso e na opinião pública. A proposta, que vinha sendo criticada por representar um retrocesso no combate à corrupção e por criar privilégios para políticos, chegou ao plenário já sem apoio suficiente para ser aprovada.
A medida previa mudanças na Constituição que poderiam restringir a atuação de instituições como o Ministério Público e o Judiciário em casos que envolvem autoridades com foro privilegiado. O texto gerou ampla reação negativa de entidades da sociedade civil, especialistas em direito e movimentos anticorrupção, que viram na proposta uma tentativa de blindar parlamentares de investigações e punições.
Com o desgaste político e a pressão popular crescente, lideranças partidárias decidiram recuar e a PEC foi considerada derrotada. O resultado é visto como uma vitória das instituições democráticas e do princípio de igualdade perante a lei, reforçando que nenhum agente público deve estar acima das regras do Estado de Direito.
